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Plástica facial. Não é luxo, é necessidade!

 

“Trata-se de procedimentos rápidos, embora delicados, que devem ser executados por oftalmologistas veterinários experientes”

Por Jorge Pereira

Com a proliferação, nos últimos anos, de cães e gatos de raças braquicefálicas (de focinho curto), as cirurgias plásticas faciais entraram na rotina da saúde e bem-estar desses animais.

Na verdade, elas não têm intenção puramente estética, mas,  na maioria das vezes, o objetivo é corrigir problemas que podem levar até mesmo à cegueira.

Olhos excessivamente expostos necessitam de um fechamento cirúrgico. Isto pode evitar sérios problemas nas córneas dos animais, principalmente quando estão em idade avançada.

Pálpebras invertidas de forma que os pelos da pele promovem irritações crônicas nos olhos também necessitam de correção e, de certa forma, urgente. Cílios que nascem dirigidos ao globo ocular e podem promover feridas e perfurações precisam ser retirados juntamente com seus bulbos pilosos.

Um outro bom exemplo é quando o ponto lacrimal inferior fica “escondido” devido à inversão palpebral, provocando a “mancha da lágrima”, tanto em cães quanto em gatos.

Estes são alguns exemplos de procedimentos cirúrgicos na área da cirurgia plástica ocular em Medicina Veterinária e que têm sido executados pelo Centro de Estudos, Pesquisa e Oftalmologia Veterinária (CEPOV), na Barra da Tijuca.

Raças como Shi Tzu, Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês e gatos Persas, entre outras, são exemplos de raças que, muito provavelmente, em algum momento da vida, precisarão deste tipo de tratamento. Trata-se de procedimentos rápidos, embora delicados, que devem ser executados por oftalmologistas veterinários experientes.

O pós-operatório, de um modo geral, é tão simples como simples são os procedimentos para quem tem experiência. Trata-se de cirurgias que não necessitam de internação.

Uma vez tive um caso muito interessnte. Um animal teve a córnea em um estágio chamado melting, uma espécie de derretimento da córnea, ocorrido devido à ulceração por exposição excessiva do olho. A proprietária, assim que a situação do melting se resolveu, após ver o sofrimento do animal, optou pela correção plástica da fenda palpebral. Após a cirurgia, o animal nunca mais apresentou problemas.

Jorge da Silva Pereira é médico veterinário graduado pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Oftalmologia Animal pelo Caspary Research Institute, Nova York e em Pesquisa Oftálmica pelo Harbour UCLA, Los Angeles – USA.

pereirajspereira@gmail.com

 

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